sexta-feira, 22 de julho de 2016
Capacitação gratuita de contabilistas
Seminário do Afroempreendedor
Agregar valor às vendas
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Como conseguir recursos públicos e privados
SEBRAE-MG e Associação Mineira de Municípios desenvolvem curso para gestores municipais
O SEBRAE-MG e a Associação Mineira de Municípios (AMM) criaram o curso Elaboração de projetos para captação de recursos. A capacitação será realizada em 25 cidades mineiras e irá mostrar aos gestores públicos e às pessoas envolvidas no processo de desenvolvimento dos municípios como elaborar projetos para obtenção de recursos dos fundos públicos e privados.
O curso vai apontar os principais fundos financiadores que existem no Brasil. Também serão abordados temas como a importância da construção coletiva e estruturação lógica de projetos (apresentação, objetivos, diagnóstico, justificativas, metas, recursos, orçamento e cronograma).
Para o analista da unidade de políticas públicas do SEBRAE-MG, Cássio Duarte, o curso traz a possibilidade dos gestores públicos organizarem propostas para desenvolvimento econômico e social dos municípios mineiros. "A captação de recursos e a implementação de projetos de interesse público é um dos diferenciais na atuação das entidades municipais", afirma.
O curso Elaboração de projetos para captação de recursos é voltado para agentes públicos envolvidos no processo de desenvolvimento municipal que possuem boa representatividade, familiaridade com os problemas da comunidade que representa, visão empreendedora e capacidade de multiplicação do conteúdo.
| Data |
| Cidade | |
| Junho | |
| 1 e 2 | Pirapora |
| 1 e 2 | Itajubá |
| 8 e 9 | Varginha |
| 8 e 9 | Barbacena |
| 15 e 16 | Conceição do Mato Dentro |
| 15 e 16 | Uberlândia |
| 22 e 23 | Araçuaí |
| 22 e 23 | Paracatu |
| Julho | |
| 6 e 7 | Caratinga |
| 6 e 7 | Juiz de Fora |
| 13 e 14 | Guaxupé |
| 13 e 14 | Teófilo Otoni |
| 20 e 21 | Pouso Alegre |
| 20 e 21 | Ipatinga |
| 27 e 28 | São João Del Rei |
| 27 e 28 | Governador Valadares |
| Agosto | |
| 3 e 4 | Janaúba |
| 10 e 11 | Montes Claros |
| 10 e 11 | Divinópolis |
| 17 e 17 | Araxá |
| 24 e 25 | Mantena |
| Setembro | |
| 3 e 4 | Conselheiro Lafaiete |
| 3 e 4 | Passos |
| 14 e 15 | Caxambu |
| 14 e 15 | Diamantina |
Assessoria de Imprensa SEBRAE-MG
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Crise não abala otimismo das micro e pequenas indústrias de transformação
Pesquisa
Estabilidade para o segundo trimestre
Crise não abala otimismo das micro e pequenas indústrias de transformação
Empresários de micro e pequenas indústrias mineiras de transformação não se desanimam com a crise e prevêem estabilização do faturamento, produção, emprego e preços para o segundo trimestre deste ano. A expectativa é apontada pela Sondagem Trimestral realizada pelo SEBRAE-MG e pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead).
A pesquisa mostra a avaliação dos empresários em relação ao primeiro trimestre do ano e a expectativa para o segundo. Foram entrevistados 771 empresários dos segmentos de alimentos, metalurgia, móveis, minerais não-metálicos, calçados e artefatos de couro e confecção.
Apesar da sondagem apontar queda de 15,2% no faturamento e 3,3% no número de postos de trabalho no primeiro trimestre, os entrevistados esperam que os impactos com a crise sejam menores em abril, maio e junho.
De acordo com 48,5% entrevistados, o faturamento deverá manter-se estável e para 40,5% haverá aumento. Os empresários dos segmentos de confecção (60,9%), calçados e artefatos de couro (47,8%) são os mais otimistas e acreditam em um possível aumento. Já o setor de metalurgia foi o que apresentou maior percentual de expectativas desfavoráveis, com 14,3% dos entrevistados prevendo queda.
As expectativas em relação ao emprego e à produção também são cautelosas. A maioria dos empresários espera manter o número de funcionários e mais da metade acredita na estabilidade da produção física. A pesquisa aponta ainda que 90,3% não prevêem variação no valor dos preços dos produtos e serviços
1º trimestre de 2009
15,2% de queda no faturamento
5,4% de redução da utilização da capacidade instalada
3,3% de queda no número de postos de trabalho
12,5% de redução com despesas de pessoal
49,3% dos entrevistados afirmaram que diminuíram a produção
2º trimestre de 2009
Faturamento
48,5% dos entrevistados acreditam em estabilidade
40,5% dizem que vai aumentar
Produção
55,7% dos empresários apontam manutenção
33,5% acreditam em crescimento
10,8% esperam redução
Emprego
78,5% apontam estabilidade
Preços
90,3% acreditam em manutenção
5,7% em aumento
4% em redução
Veja o documento em pdf aqui
Assessoria de Imprensa do SEBRAE-MG
domingo, 24 de maio de 2009
Superagro Minas 2009 começa na próxima quarta-feira
Na próxima quarta-feira (27) começam os trabalhos da 49ª Exposição Estadual Agropecuária abrindo a Superagro Minas 2009. Ao longo de dez dias, cerca de 3 mil animais de 23 raças - divididas entre bovinos, equídeos, caprinos, ovinos e bubalinos -, estarão expostos no Complexo Parque da Gameleira/Expominas, em Belo Horizonte. Participam deste evento cerca de 700 criadores de Minas Gerais e de outros dez estados brasileiros.
Segundo o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Roberto Simões, o clima para a chegada da Superagro é bastante tranquilo por se tratar de um evento consolidado em Minas. "Tudo indica que a exposição se sairá bem, mesmo com o país enfrentando este período de crise financeira internacional", projetou o dirigente.
Além disso, durante a programação da 5ª edição da Superagro a movimentação também será reforçada por causa da realização dos 12 leilões - seis de equídeos, cinco de bovinos e um de ovinos, totalizando quase 550 animais. A expectativa de público para a Superagro 2009 gira entre 60 mil e 70 mil pessoas, com estimativas de realização de negócios entre R$ 30 milhões e R$ 32 milhões no decorrer do evento.
De acordo com Simões, a Superagro está com todos os espaços ocupados, inclusive recebendo instituições e empresas de porte do Estado, com inovações em produtos, sem contar o lado técnico com a realização de dois congressos de porte nacional, enumerou. "Por sua vez, a 49ª Exposição Agropecuária é tradicional e o produtor está confiante na recuperação da economia brasileira. Inclusive, foi necessário fazer a exposição em dois turnos em função da demanda de participação na vitrine do agronegócio mineiro", destacou.
Neste ano, durante a Exposição Estadual as novidades serão a estréia da raça tabapuã, o Concurso Leiteiro Nacional do Guzerá, três exposições de âmbito nacional (guzerá, pardo suíço e jumento pega), além da minifazenda, que é destinada para estreitar os laços entre as crianças e o agronegócio, realizada desde 2005, na primeira edição do evento.
Com a divisão da exposição em dois turnos, um de 27 a 31 de maio e outro de 3 a 7 de junho, o Parque da Gameleira receberá animais das principais raças leiteiras, representadas pelo gir leiteiro, girolando, pardo-suíço, Jersey e holandês. No segmento de corte os criadores levarão exemplares de brahman, tabapuã, nelore e guzerá.
No caso dos equídeos a presença será reforçada pelo mangalarga marchador, mangalarga, pampa, campolina, árabe, jumento pega e pônei. Além dessas raças, estarão presentes também os búfalos, caprinos e ovinos. São cerca de 3000 animais que vão participar dos julgamentos e cerca de 600 animais destinados aos leilões na programação da Superagro 2009.
A Superagro foi criada em 2005, com o objetivo de fomentar o desenvolvimento do agronegócio mineiro, por meio da prospecção e realização de negócios pelos diversos agentes do setor. Esse universo é composto por criadores e produtores rurais, indústrias e empresas fornecedoras para os diferentes segmentos do agronegócio.
Além da tradicional Exposição Estadual Agropecuária, que realiza sua 49ª edição a Superagro terá também Congresso Brasileiro de Florestas, o Congresso Brasileiro de Reprodução Animal, o Congresso Mineiro de Apicultura e o Encontro Mineiro de Lideranças da Fruticultura. E ainda, na programação a 12ª. Expocachaça.
A Superagro será realizada no complexo Parque da Gameleira / Expominas, de 27 de maio a 7 de junho. A promoção é do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) e do Sebrae Minas.
Agência Minas
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sexta-feira, 22 de maio de 2009
Certificação inédita em Minas
Fazenda do Jaíba garante maior participação no mercado europeu
É do Jaíba a primeira fazenda de Minas Gerais a obter a certificação internacional Globalgap. O certificado é uma espécie de proteção instituída pela comunidade européia para assegurar a entrada de produtos agrícolas que atendam critérios de qualidade e segurança alimentar, boas práticas sociais e ambientais. A Ouro Verde, uma propriedade de 75 hectares onde se produz limão, banana, manga e atemóia (da família da pinha), atendeu 90% dos requisitos de adequação e já está com o selo provisório.
Para obter a certificação, a empresa precisa atender a 320 itens. "Com os controles que implantei consigo enxergar todos os custos da fazenda. Tudo é registrado, tenho as notas fiscais de todas as transações", destaca Reinaldo Nunes Saraiva, 35 anos, proprietário da Ouro Verde. A padronização dos processos e a regularidade fiscal e trabalhista são outros aspectos positivos citados pelo empresário. "Não bastassem esses benefícios tenho ainda a garantia de venda para o mercado europeu", acrescenta.
Essa certeza se deve aos rígidos controles comerciais mantidos pela comunidade européia, principalmente para produtos alimentícios. "Quando tiver que disputar com outros produtores tenho um diferencial a mais", completa Saraiva.
O empresário levou três meses entre a contratação da consultoria e a auditoria dos processos. Nesse intervalo construiu 16 banheiros (a cada 400 metros há dois banheiros, um feminino e outro masculino), alojamento, melhorou a iluminação, sinalizou a propriedade, substituiu produtos como defensivos e inseticidas e garantiu a rastreabilidade do produto. Regularizou licença ambiental e o descarte de resíduos, entre outras adequações.
Com mercado garantido, Saraiva tem planos de expandir, nos próximos dois anos, a área plantada de limão em mais 40 hectares. O investimento vai incrementar em cerca de 40% a produção anual de 1.350 toneladas. "Em um prazo máximo de oito meses quero exportar 60% da produção", informa.
Competitividade
O Globalgap é resultado de um processo de melhoria que começou em 2004, envolvendo 14 produtores de limão do Jaíba. À época Reginaldo foi um dos fundadores da Associação dos Produtores de Limão do Jaíba (Aslim). Com o apoio do SEBRAE/MG, os produtores traçaram estratégias conjuntas de expansão dos negócios. "O Sebrae nos fez enxergar o mercado e melhorar a produção", destaca.
Com volume, os agricultores passaram a exportar. Era uma experiência inédita, pois até então eles vendiam apenas para Belo Horizonte. O SEBRAE promoveu a ida dos empresários a pólos produtores e centros de comercialização. Eles estiveram em Petrolina, São Paulo e até na Feira de Berlim, principal evento de fruticultura do mundo.
Atualmente, os 12 associados da Aslim estão engajados na certificação das propriedades no Globalgap. Em 2007, por intermédio do SEBRAE-MG, o grupo se adequou e conseguiu o certificado Eurepgap de gestão da qualidade. "Com a implantação das normas exigidas pelo organismo certificador, os produtores conseguem ter mais controle sobre os custos de produção e melhorar as margens de lucro. Certificados, eles têm um diferencial competitivo de mercado", resume Cláudio Wagner de Castro, analista de agronegócios do SEBRAE-MG.
Desafios
A cultura do limão no Jaíba é recente. No final da década de 1990 foi feita a primeira experiência de cultivo na região. Mesmo com o salto no volume de limão exportado, que cresceu 1.000% em três anos (quadro) os produtores do Jaíba têm muitos desafios para aumentar a participação do setor no mercado.
Limão no Jaíba
Produto – lima ácida Tahiti, mais conhecida como limão Tahiti
32 produtores
Área Plantada – 1, 6 mil hectares
Área em produção - 900 hectares
Produção - 9.000 toneladas/ano (estimativa para 2009)
Empregos diretos: em torno de 650
Empregos Indiretos: em torno de 1050
Principais pólos produtores de limão no Brasil
São Paulo – 31 mil hectares
Bahia – 4,5 mil hectares
Jaíba – 1, 6 mil hectares
Assessoria de Imprensa SEBRAE/MG
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domingo, 17 de maio de 2009
Aécio Neves defende descentralização de recursos para desenvolvimento igualitário entre as regiões brasileiras
Evento reuniu personalidades da política nacional, do Judiciário e da iniciativa privada
O governador Aécio Neves defendeu nesta sexta-feira (15/05), em palestra na Associação Comercial do Rio de Janeiro, o restabelecimento dos princípios federativos no Brasil. Aécio Neves acredita que a descentralização dos recursos traria oportunidades iguais para todas as regiões do país.
"Precisamos de um projeto que permita, de forma descentralizada, que cada região possa transformar suas vocações e competências em efetiva riqueza, distribuída de forma equânime, democrática e, portanto, socialmente justa e pacífica. Trata-se da recuperação dos princípios que moveram a República e o Federalismo no Brasil, e que praticamente morreram sob a égide da concentração de poder e da irremediável subordinação dos entes federados", destacou, ao discursar durante o "Almoço do Empresário", promovida pela Associação Comercial, que reuniu autoridades das política nacional, do Judiciário e da iniciativa privada.
O governador lembrou que o Brasil vive hoje a mais grave concentração de impostos, recursos e poder de decisão na esfera da União de sua história, e que isso tem prejudicado o desenvolvimento dos estados e municípios.
"Quase 70% de tudo que se arrecada no país estão sob a guarda direta do governo central. Como, então, ser o país das oportunidades, se elas florescem distantes de Brasília, mas é lá que permanecem os recursos?", completou.
Aécio Neves foi recebido pelo presidente da Associação Comercial, Olavo Monteiro de Carvalho, e estava acompanhado do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, e do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.
Gestão Pública
Na visão de Aécio Neves, o novo federalismo, ao lado da reforma do Estado e da articulação entre as políticas econômicas e sociais, são os temas de maior importância neste momento no Brasil. A reforma do Estado, segundo o governador, será fundamental para garantir maior eficiência aos serviços prestados à população.
"Falta ao Brasil, em todos os níveis do setor público, um parâmetro mais elevado de eficiência, além de um inadiável compartilhamento de responsabilidades. Por esse motivo, temos insistido tanto na proposta de que a gestão pública de qualidade deve ser o primeiro item na agenda nacional de debates, neste momento da vida brasileira", afirmou.
Para Aécio Neves, um dos principais pontos na reforma do Estado deve ser a redução das despesas correntes do Governo Federal, que permitirão maiores investimentos.
"Não podemos permitir o desordenado crescimento das despesas com o financiamento da máquina pública, como tem ocorrido hoje, quando a prioridade nacional absoluta é investir para mover a roda da economia. Os nossos investimentos somam hoje menos de 1% do PIB. Mas as despesas com custeio da máquina pública federal, nos últimos seis anos, cresceram estratosféricos 74%, enquanto o PIB nacional evoluiu 28%, segundo dados do próprio Tesouro Nacional", ressaltou.
Experiência mineira
Ainda em sua palestra, Aécio Neves destacou que a experiência administrativa em Minas Gerais é um bom exemplo de que a boa governança é a base para políticas sociais.
"Deixamos para trás uma década e meia de grandes dificuldades para garantirmos investimentos do Estado que este ano chegarão a R$ 11 bilhões. E, evidentemente, toda esta transformação repercute de forma muito efetiva sobre os nossos indicadores sociais", afirmou, lembrando os bons resultados do Governo de Minas na redução dos índices de criminalidade, da mortalidade e desnutrição infantil e o desenvolvimento da educação.
Associação Comercial
A Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ) foi fundada em 1809, pelo príncipe regente Dom João VI. A partir da ACRJ, surgiram algumas das mais importantes entidades do cenário nacional, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Confederação Nacional do Comércio (CNC), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Serviço de Apoio à Pequena e Média Empresa (Sebrae).
Em junho, Olavo Monteiro de Carvalho deixará a presidência da ACRJ, sendo substituído pelo seu atual vice e presidente da Light, José Luiz Alquéres.
Entre os presentes à palestra do governador Aécio Neves, estavam a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Ellen Gracie, o ex-governador do Rio de Janeiro Marcelo Alencar, o ex-governador de Minas Gerais Rondon Pacheco, o senador Francisco Dorneles, o presidente da Assembléia do Rio de Janeiro, Janeiro, Jorge Picciani; a ex-presidente da CSN e economista da Icatu Hartford, Maria Silvia Bastos Marques, além de secretários de Estado e municipais, empresários, jornalistas e representantes da cultura.
Agência Minas
terça-feira, 12 de maio de 2009
Café do Cerrado mais competitivo
Marca que abrange 3,5 mil propriedades de 55 municípios mineiros tem novo diferencial de qualidade para o mercado mundial
A qualidade do Café do Cerrado foi novamente confirmada. Desta vez, o aval foi dado pela BSI – British Standards Institution, multinacional com sede no Reino Unido, ao Conselho de Associações de Cafeicultores e Cooperativas do Cerrado (Caccer). No final de abril, o BSI recomendou o Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) do Caccer para obtenção da ISO 9001.
Segundo o superintendente do Caccer, José Augusto Rizental, a ISO 9001 demonstra ao mercado que a instituição tem organização e controle necessários para garantir a excelência do produto. "Somos pioneiros no Brasil no segmento de entidades normativas do setor a ter um sistema de controle como a ISO", acrescenta.
O Caccer é a entidade que tem a maior quantidade de propriedades certificadas no Brasil e a segunda maior no mundo. Do ponto de vista de quem compra o produto, a ISO 9001 representa a garantia de qualidade de mais de 1 milhão de sacas com potencial de certificação, o que corresponde a 25% do que é produzido no cerrado mineiro.
O volume comercializado hoje é de 100 a 120 mil sacas de café/ano. A produção segue para Europa, Japão e EUA. "Nos próximos dois anos queremos abrir mercado na Rússia e fortalecer as vendas nos países com os quais já negociamos", adianta Rizental.
A ISO 9001 encerra os trabalhos de base do Caccer na busca de credibilidade para a marca Café do Cerrado e orienta a expansão de mercado planejada pela instituição.
Fundado em 1993, o Caccer promove um trabalho abrangente de diferenciação e valorização do produto no mercado internacional. São três grandes frentes de atuação: certificação de propriedade, geo-processamento e certificação de produto (origem e qualidade).
Em 2005, o Caccer conseguiu a primeira indicação geográfica para café no mundo. A região demarcada e registrada pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) e pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI) inclui 3,5 mil propriedades em 55 municípios mineiros, que somam 155 mil hectares. Foi o primeiro passo para evitar o uso indiscriminado da marca Café do Cerrado.
A região está inteiramente coberta com imagens via satélite, o que permite realizar o geo-processamento. Da área de 155 mil hectares, 20 mil já foram processadas em 170 propriedades. O trabalho permite fazer comparações e monitorar o manejo ambiental.
A certificação das propriedades garante boas práticas agrícolas, responsabilidade ambiental e social. Atualmente, 150 propriedades detêm a certificação. Já a certificação do produto une o conceito de indicação geográfica utilizado para regiões cafeicultoras ao esquema de avaliação da Associação Americana de Cafés Especiais. A Associação indica que, a partir dos 80 pontos, o café é considerado especial. A pontuação se refere a critérios sensoriais de aroma e sabor.
"Estamos iniciando, em parceria com o SEBRAE-MG e o SEBRAE Nacional, um processo que se chama Denominação de Origem. Vamos entrar com o pedido de registro no INPI até dezembro deste ano, e também na União Européia, até julho de 2010. A ISO vai nos ajudar na conquista da Denominhação de Origem, principalmente na União Européia, onde o conselho é muito rigoroso em relação à entidade que controla o processo", explica Rizental.
Café do Cerrado
Para levar a marca Café do Cerrado, o grão precisa ser produzido na área demarcada, numa das 150 fazendas certificadas, que seguem todos os padrões de qualidade, segurança dos alimentos, normas trabalhistas e ambientais. O resultado de todo o trabalho nas propriedades deve também ser revelado no sabor da bebida.
O SEBRAE-MG apoia os processos de certificação das propriedades e de geo-processamento. Cerca de 250 produtores da região do cerrado mineiro são atendidos diretamente com consultorias técnicas e gerenciais do Projeto Educampo. Os produtores recebem capacitação, implementam controles e procedimentos para garantia de produção com qualidade e são conscientizados que administram uma empresa rural. O objetivo é tornar a atividade competitiva.
Caccer
SEBRAE-MG
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Assessoria de Imprensa SEBRAE-MG


