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segunda-feira, 13 de julho de 2009

PEP EJA vai beneficiar mais de 24 mil jovens e adultos

BELO HORIZONTE (13/07/09) – Com investimento de R$ 12,7 milhões, oGoverno de Minas inicia o Programa de Educação Profissional para a Educação de Jovens e Adultos (PEP EJA) integrada ao Ensino Médio. Os cursos terão duração de dois anos e meio. Com a implantação do PEP EJA o Governo de Minas passa a oferecer mais de 100 mil vagas em 77 cursos de Educação Profissional. O PEP EJA atenderá 24.120 alunos de 479 escolas estaduais de Educação de Jovens e Adultos (EJA) em 275 municípios. Para essa modalidade, são três cursos técnicos integrados: Administração Empresarial, Gestão de Pequenas Empresas e Secretariado e Assessoria. A metodologia selecionada pelos técnicos da Secretaria de Estado de Educação (SEE) é o Telecurso Tec da Fundação Roberto Marinho, desenvolvida pelo Centro de Educação Tecnológica Paula Souza. Os cursos terão carga horária de 20h/aula por semana. Os próprios professores da rede estadual serão os orientadores das 603 turmas do PEP EJA no Estado.


A metodologia do Telecurso Tec adquirida para o PEP EJA consiste em 145 programas para cada um dos três cursos, que serão ministrados em sala de aula com utilização de CD, vídeo e ambiente virtual. Para utilizar a metodologia, a SEE enviou mais computadores para as escolas participantes do PEP EJA, além de equipamentos de TV e DVD.

A primeira reunião técnica do PEP EJA será nesta terça-feira (14), das 9 às 17 horas, no Hotel Dayrrel, em Belo Horizonte (rua Espírito Santo, nº 901, Centro). Os 479 diretores das escolas envolvidas, além de diretores e técnicos das superintendências regionais de ensino e da Secretaria de Estado de Educação receberão as orientações sobre o funcionamento do programa. O treinamento de professores será iniciado na primeira semana de agosto.

Educação Profissional

O PEP EJA é uma das ações do Programa de Educação Profissional (PEP), desenvolvido pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Educação (SEE), em todas as regiões do Estado. O objetivo do PEP é atender à crescente demanda dos jovens mineiros por mais e melhores oportunidades de acesso à formação profissional técnica de nível médio gratuita.

Iniciado em 2008, o PEP criou 79 mil vagas, até julho de 2009, nas modalidades credenciada (instituições do sistema S e particulares), conveniada (federais, municipais e filantrópicas) e na própria rede estadual de ensino de nível médio. Essas vagas foram destinadas a alunos do 2º e 3º anos do ensino médio da rede estadual e a estudantes com ensino médio completo. A partir de agosto deste ano, o PEP atenderá também estudantes do Curso de Educação de Jovens e Adultos (EJA), na modalidade presencial.

Educação de Jovens e Adultos

São 172 mil alunos matriculados na modalidade presencial e 97 mil alunos na modalidade semipresencial da Educação de Jovens e Adultos (EJA), oferecida em mais de 1,7 mil escolas da rede pública estadual. As escolas estaduais atendem aos anos finais do Ensino Fundamental (para cursar do 6º ao 9º ano, os jovens devem ter idade superior a 15 anos) e o Ensino Médio (18 anos de idade mínima para ingressar). O EJA semipresencial é oferecido em 94 Centros Estaduais de Educação Continuada (Cesec) e 39 Postos Estaduais de Educação Continuada (Pecon).

Serviço

Evento: Primeira reunião técnica da nova modalidade do PEP
Dia: 14/07/2009
Horário: 9 às 17 horas
Local: Hotel Dayrrel, rua Espírito Santo, nº 901, Centro, Belo Horizonte


Agência Minas


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terça-feira, 12 de maio de 2009

Café do Cerrado mais competitivo

Marca que abrange 3,5 mil propriedades de 55 municípios mineiros tem novo diferencial de qualidade para o mercado mundial

A qualidade do Café do Cerrado foi novamente confirmada. Desta vez, o aval foi dado pela BSI – British Standards Institution, multinacional com sede no Reino Unido, ao Conselho de Associações de Cafeicultores e Cooperativas do Cerrado (Caccer). No final de abril, o BSI recomendou o Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) do Caccer para obtenção da ISO 9001.

Segundo o superintendente do Caccer, José Augusto Rizental, a ISO 9001 demonstra ao mercado que a instituição tem organização e controle necessários para garantir a excelência do produto. "Somos pioneiros no Brasil no segmento de entidades normativas do setor a ter um sistema de controle como a ISO", acrescenta.

O Caccer é a entidade que tem a maior quantidade de propriedades certificadas no Brasil e a segunda maior no mundo. Do ponto de vista de quem compra o produto, a ISO 9001 representa a garantia de qualidade de mais de 1 milhão de sacas com potencial de certificação, o que corresponde a 25% do que é produzido no cerrado mineiro.

O volume comercializado hoje é de 100 a 120 mil sacas de café/ano. A produção segue para Europa, Japão e EUA. "Nos próximos dois anos queremos abrir mercado na Rússia e fortalecer as vendas nos países com os quais já negociamos", adianta Rizental.

A ISO 9001 encerra os trabalhos de base do Caccer na busca de credibilidade para a marca Café do Cerrado e orienta a expansão de mercado planejada pela instituição.

Fundado em 1993, o Caccer promove um trabalho abrangente de diferenciação e valorização do produto no mercado internacional. São três grandes frentes de atuação: certificação de propriedade, geo-processamento e certificação de produto (origem e qualidade).

Em 2005, o Caccer conseguiu a primeira indicação geográfica para café no mundo. A região demarcada e registrada pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) e pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI) inclui 3,5 mil propriedades em 55 municípios mineiros, que somam 155 mil hectares. Foi o primeiro passo para evitar o uso indiscriminado da marca Café do Cerrado.

A região está inteiramente coberta com imagens via satélite, o que permite realizar o geo-processamento. Da área de 155 mil hectares, 20 mil já foram processadas em 170 propriedades. O trabalho permite fazer comparações e monitorar o manejo ambiental.

A certificação das propriedades garante boas práticas agrícolas, responsabilidade ambiental e social. Atualmente, 150 propriedades detêm a certificação. Já a certificação do produto une o conceito de indicação geográfica utilizado para regiões cafeicultoras ao esquema de avaliação da Associação Americana de Cafés Especiais. A Associação indica que, a partir dos 80 pontos, o café é considerado especial. A pontuação se refere a critérios sensoriais de aroma e sabor.

"Estamos iniciando, em parceria com o SEBRAE-MG e o SEBRAE Nacional, um processo que se chama Denominação de Origem. Vamos entrar com o pedido de registro no INPI até dezembro deste ano, e também na União Européia, até julho de 2010. A ISO vai nos ajudar na conquista da Denominhação de Origem, principalmente na União Européia, onde o conselho é muito rigoroso em relação à entidade que controla o processo", explica Rizental.

Café do Cerrado

Para levar a marca Café do Cerrado, o grão precisa ser produzido na área demarcada, numa das 150 fazendas certificadas, que seguem todos os padrões de qualidade, segurança dos alimentos, normas trabalhistas e ambientais. O resultado de todo o trabalho nas propriedades deve também ser revelado no sabor da bebida.

O SEBRAE-MG apoia os processos de certificação das propriedades e de geo-processamento. Cerca de 250 produtores da região do cerrado mineiro são atendidos diretamente com consultorias técnicas e gerenciais do Projeto Educampo. Os produtores recebem capacitação, implementam controles e procedimentos para garantia de produção com qualidade e são conscientizados que administram uma empresa rural. O objetivo é tornar a atividade competitiva.

Caccer

www.cafedocerrado.org

SEBRAE-MG
www.sebraemg.com.br

Assessoria de Imprensa SEBRAE-MG

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