quinta-feira, 21 de maio de 2009

Agricultura irrigada está estagnada, diz Piau

Deputado Paulo Piau fala sobre os problemas da agricultura irrigada no brasil. Crédito: Diovana Miziara

Brasília, 21/5- Palestrante do painel "Desafios da Agricultura Irrigada", no Seminário Agricultura Irrigada e Desenvolvimento Sustentável, Deputado Paulo Piau (PMDB-MG) disse que "a agricultura irrigada no Brasil está estagnada".

 

O parlamentar colocou que a agricultura está nesta situação porque falta decisão política, organização do setor e resistência do governo a influência.

 

"A agricultura está solta. Se o governo federal não marcar uma política nacional, nos estados a irrigação também não funcionará. A organização do setor, e o governo pode ajudar nisso, é também fator decisivo para que os produtores entrem em sintonia e desenvolvam o processo", explicou.

 

Como solução para alavancar a agricultura irrigada, Piau cita a possível criação de uma Secretaria Nacional da Agricultura Irrigada com orçamento próprio para gerir os projetos e a definição de um programa nacional de irrigação.

 

"Estamos regridindo em termos de importância. Não tem ninguém para lutar por nós", frisa.

 

Irrigar Minas – O parlamentar citou o programa mineiro Irrigar Minas, criado por ele enquanto deputado estadual no ano de 2005, como um programa excelente, bem pensado, mas que acabou sendo engavetado.

 

"O programa, que custou na época R$1 milhão, foi lançado com todo entusiasmo pelo governador Aécio Neves. Mas infelizmente não foi e não é prioridade do governo dele", pondera.

 

O grande mérito do Irrigar Minas é o de promover o desenvolvimento do agronegócio, tendo como base o crescimento da área irrigada e da agroindustrialização, contribuindo para a redução das mencionadas diversidades.

 

É fundamental, para tanto a implementação de mecanismos de fomento à atividade agro-industrial por parte do Governo, sejam eles de natureza legal, tributária ou creditícia. Por meio de modelos propostos para as Parcerias Público-Privadas – PPP – caberá à iniciativa privada e ao governo a realização de investimentos necessários ao estímulo da produção.

 

O aproveitamento das potencialidades regionais permitirá também a redução de desigualdades econômicas e sociais, elevação dos índices de desenvolvimento humano em regiões até então desprovidas de condições adequadas de infra-estrutura. Possibilitará a fixação do homem no campo e nas pequenas localidades, cuja principal atividade econômica gira em torno do agronegócio, reduzindo fluxos migratórios para os grandes aglomerados urbanos e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da população.

 

O Seminário Agricultura Irrigada e Desenvolvimento Sustentável termina hoje.

 

Diovana Miziara

Assessoria de Comunicação Dep. Paulo Piau





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