BELO HORIZONTE (04/01/11) - Bons resultados no desenvolvimento de tecnologias para a agropecuária mineira, que proporcionam mais qualidade aos alimentos, expansão das fronteiras técnicas e administrativas com maior presença da empresa em território mineiro, ampliação da captação de recursos para pesquisa, implantação de uma nova metodologia de gestão das fazendas da empresa e investimentos em recursos humanos e infraestrutura. Essas características marcaram a gestão da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) no período de 2003 a 2010.
Nesse período, a Epamig passou de 20 para 28 Fazendas Experimentais, criou cinco Núcleos Tecnológicos - Azeitona e Azeite, em Maria da Fé (Sul de Minas); Batata e Morango, em Pouso Alegre (Sul de Minas); Florestas, em Belo Horizonte; Floricultura, em São João del-Rei (Campos das Vertentes); Uva e Vinho, em Caldas (Sul de Minas); - e mais duas Estações Experimentais: Estação Experimental de Itiguapira, em Uberaba (Triângulo Mineiro); e Estação Experimental de Lavras (Sul de Minas).
As áreas de pesquisa foram expandidas, com grande oferta de produtos tecnológicos e aumento do número de pesquisadores, que passou de 138, em 2003, para 193, em 2010. Além disso, a captação de recursos para pesquisa foi largamente ampliada, dando margem ao incremento do volume de projetos.
Com relação aos projetos de pesquisa elaborados, em 2003 foram 96 e em 2010, 286. Isso significa R$ 11,2 milhões, em 2003, e R$ 23,2 milhões, em 2010. Já os projetos de pesquisa em execução eram 130, em 2003, e foram 340, em 2010. Em reais, R$ 4,7 milhões, em 2003, contra R$ 21,8 milhões, em 2010. Em 2003, foram concluídos 29 projetos de pesquisa, já em 2010, 77. Os eventos tecnológicos passaram de 396, em 2003, para 1326, em 2010.
O diretor de Operações Técnicas, Enilson Abrahão, destaca o sucesso das pesquisas com oliveiras, sendo realizada a primeira extração de azeite extravirgem no Brasil, feita pela Epamig, em 2008; do lançamento de novas cultivares de café; da intensificação dos treinamentos destinados à extensão rural; e da nova bebida láctea, que está sendo patenteada pelo Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT): "Essas são algumas das muitas ações que dão uma noção da qualidade e do tamanho do trabalho que está sendo realizado pela Epamig", afirma o diretor.
Nas fazendas experimentais, para atender às demandas regionais, uma nova metodologia de gestão, com maior participação dos municípios, foi implementada.
Renovação de edificações, reestruturação da área laboratorial, renovação e aumento da frota de veículos despontam entre as melhorias estruturais da Epamig.
Infraestrutura
Dentre as principais obras realizadas entre 2003 e 2010, o diretor de Administração e Finanças, Luiz Carlos Gomes Guerra, destaca: conclusão do laboratório de geoprocessamento na Fazenda Experimental de Lavras/Epamig Sul de Minas; construção do laboratório de biotecnologia na Fazenda Experimental do Gorutuba/Epamig Norte de Minas; reforma do bloco da fábrica-escola e construção de Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) do ILCT; construção de galpões nas Fazendas Experimentais de Leopoldina e Vale do Piranga/Epamig Zona da Mata; construção de laboratório de micropropagação - 2º piso, Fazenda Experimental do Gorutuba/Epamig Norte de Minas; reforma da casa oficial da Fazenda Experimental de Felixlândia/Epamig Centro-Oeste; construção de Centro de Treinamento e Difusão de Tecnologia da Fazenda Experimental de Montes Claros/Epamig Norte de Minas; construção do minilaticínio e construção do anexo ao minilaticínio na Fazenda Experimental Risoleta Neves/Epamig Sul de Minas; reforma e ampliação dos laboratórios de solos e sementes na Epamig Zona da Mata, em Viçosa; dentre várias outras obras, como construção e/ou reforma de salas de difusão de tecnologia, vestiários e refeitórios para empregados em várias unidades da empresa.
Outro destaque foram as aquisições, em 2008, com recursos do Plano de Sustentabilidade Financeira (PSF). Em tratores e veículos/máquinas e implementos, foram investidos R$ 2.824.279,99. Já em instalações, animais e insumos, o investimento foi de R$ 3.166.234,30. Em 2009, as aquisições foram conseguidas com recursos do PAC-Embrapa-Oepas-Consepa: foram comprados 61 veículos e investidos R$ 3.295.437,81.
De acordo com o presidente da Epamig, Baldonedo Artur Napoleão, o crescimento da Epamig nesses oito anos foi possível devido ao bom momento vivido pelo Estado e a todo o trabalho que foi realizado com base nas diretrizes delineadas pelo Planejamento Estratégico da Empresa, que começou a ser implantado no final de 2004.
O início da gestão, em 2003, não foi fácil, segundo Baldonedo: "Nós recebemos a Epamig numa situação muito difícil, pois a empresa tinha uma dívida trabalhista de R$ 60 milhões, que vinha desde 1987, e um patrimônio de R$ 11 milhões. A consequência disso foi que todo o patrimônio da empresa, ou seja, fazendas experimentais, sede, veículos e máquinas, laboratórios, tudo estava penhorado como garantia do pagamento dessa dívida e todas as contas bancárias bloqueadas. Além do mais, nós tínhamos uma dívida de R$ 20 milhões com INSS, FGTS e Imposto de Renda. O resultado de tantas dívidas, durante quase 20 anos, foi o sucateamento da empresa, uma situação de desânimo, falta de confiança e de perspectiva entre os empregados. A situação era dramática. Mas, a partir de 2003, saneamos as finanças da empresa e restabelecemos a sua capacidade de produzir pesquisas tecnológicas, que são a retaguarda sólida do desenvolvimento agropecuário do Estado", explica Baldonedo.
Agência Minas
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