Na quinta edição, evento tem exposições de concessionárias, estandes de peças e acessórios, além de ofertas de seguradoras e financeiras e vai até próxima sexta-feira, na sede do Sincavir
O governador Antonio Anastasia abriu, na manhã desta segunda-feira (09/08), a V Feira Taxi de Belo Horizonte, promovida pelo Sindicato Intermunicipal dos Condutores Autônomos de Veículos Rodoviários, Taxistas e Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens de Minas Gerais (Sincavir), no bairro Ipiranga, em Belo Horizonte. Com exposições de concessionárias, estandes de peças e acessórios, além de ofertas de seguradoras e financeiras, a Feira Taxi é o maior evento de produtos e serviços oferecidos aos taxistas em Minas Gerais.
O governador chegou ao evento de taxi, conduzido pelo motorista Luiz Carlos, acompanhado do prefeito Marcio Lacerda, do presidente do Sincavir, Dirceu Reis e do presidente da BHTrans, Ramon Victor César. Os taxistas Clóvis Lopes da Silva e Wemerson Alves Oliveira também acompanharam o governador do Palácio das Mangabeiras até a sede do Sincavir.
Durante a abertura da feira, o governador Anastasia ressaltou a importância do trabalho dos taxistas para o desenvolvimento e o progresso de qualquer região, relembrando a origem da profissão. "A única palavra universal em todas as línguas e que tem o mesmo significado é taxi. Taxi foi o nome de uma antiga família européia, que tinha o monopólio dos Correios. A importância dos taxistas transformou-se em um reconhecimento universal, responsáveis pela comunicação e circulação da riqueza. Não existe desenvolvimento e progresso sem que haja a circulação, sem que haja os taxistas", disse.
O governador também destacou que os taxistas, uma classe tão reconhecida, trabalhadora e dedicada, também têm, naturalmente, suas dificuldades. Ele disse que o Governo de Minas tem se empenhado para solucionar uma das maiores preocupações da categoria, que é a licença. "Aquilo que mais nos preocupa, lembrado pelo prefeito Marcio Lacerda, é a questão da permissão. Estamos envolvidos, Governo e Prefeitura, juntamente com o sindicato, para demonstrar ao Ministério Público do Estado as reais dimensões do problema e os desdobramentos diferentes que temos em relação a esse tipo de permissão, completamente distinta daquelas que se referem a empresas de transportes. O que precisamos agora é demonstrar ao Ministério Público que é possível conciliar a exigência da disputa com critérios de equidade e justiça, e que são apropriados nesse caso", expli-cou.
Antonio Anastasia ainda lembrou que, além da solução das questões formais, os taxistas também dependem de melhorias de mobilidade e de segurança para trabalharem bem. "Os taxistas precisam de boas vias urbanas, por isso Governo e Prefeitura se esforçaram, ao longo dos anos, para permitir que essa circulação acontecesse de modo mais rápido, mais seguro e, na medida do possível, com menos retenções. Eles também precisam de segurança, porque ficam muito expostos à ação de criminosos, por isso as polícias Civil e Militar devem estar atentas às reivindicações da categoria", enfatizou.
Ele finalizou parabenizando os taxistas, os organizadores e participantes da feira. "Minhas palavras de reconhecimento à categoria que tanto tem feito pela prosperidade de nossa cidade. É impossível pensar em uma cidade, uma região, sem que haja o taxista, prestativo, solícito, dedicado, vinculado sempre a interesses do próximo. Tenham uma excelente feira e bons negócios", falou.
O prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, disse, em pronunciamento, que os taxistas são um dos pilares da qualidade de vida da sociedade e parceiros fundamentais para a melhoria das questões de mobilidade urbana. "Com os taxistas, buscamos soluções conjuntas para os problemas atuais e futuros. Vocês são, certamente, os olhos e ouvidos do que acontece em nossa cidade. Nosso próximo grande desafio é trabalhar pelo crescimento da nossa cidade com foco na Copa de 2014", disse.
Belo Horizonte e Região Metropolitana (RMBH) possuem uma frota de taxi de 6,8 mil veículos. Em Belo Horizonte existem oito cooperativas de táxis e cerca de três mil taxistas da capital e RMBH são cooperados.
O Sincavir espera que cerca de 600 pessoas compareçam à abertura do evento, que foi realizado pela primeira vez em 2006. Em sua 5º edição, a Feira de Taxi busca unir a classe para mostrar novidades e possibilidade de negócios para o setor, além de conhecer melhor as necessidades dos taxistas. A feira acontece até a próxima sexta-feira (13), na sede do Sincavir, na Rua Jacuí, 3.761. A entrada é franca.
Benefícios
O Governo de Minas manteve a isenção de ICMS para compra de veículos por taxistas autônomos até dezembro de 2012. A decisão atende ao acordo firmado no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). A alíquota do ICMS sobre veículo normal é de 12%. A isenção é concedida desde julho de 2001 e, desde então, vem sendo renovada pelo Governo do Estado. Os taxistas também têm isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Para veículos em geral, a alíquota é de 4%.
Os taxistas elogiam a aprovação e sanção pelo governador da lei que criou a Política Estadual da Saúde do Homem. A lei prevê a integração do homem à rede de serviços do SUS; a priorização da atenção básica desenvolvida pelo Programa de Saúde de Família (PSF); a integração da política de atenção integral à saúde do homem às demais políticas, estratégias e ações do SUS.
Em outubro de 2009 foi lançado, pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedese), o curso de capacitação profissional Excelência no Atendimento ao Turista da Copa para preparar profissionais para receber turistas que visitarão o Estado durante a Copa de 2014. A proposta é ensinar noções básicas de inglês e espanhol para taxistas da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Este ano, serão atendidos 600 taxistas. A previsão para 2011 é de mil vagas. O objetivo é atender, até 2013, os nove mil taxistas que atuam na RMBH.
Em abril de 2004, foi sancionada a lei que instituiu a política estadual de apoio ao cooperativismo. Em 2005, a lei foi regulamentada por decreto. A legislação criou regras importantes para o fortalecimento das cooperativas no Estado. Todas as cooperativas passaram a participar em igualdade de condições de contratos e licitações da administração direta e indireta do Estado. A lei estabeleceu a presença de um representante do movimento cooperativista na Junta Comercial para ajudar na análise dos pedidos de inscrição de novas cooperativas.
Agência Minas
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