A taxa de desemprego total na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) diminui de 9,6% da População Economicamente Ativa (PEA), em maio, para 8,5%, em junho. O desemprego aberto retraiu-se de 7,9% para 6,9%, enquanto o desemprego oculto passou de 1,7% para 1,6%. Em relação ao mês anterior o número de ocupados na RMBH aumentou e foi estimado em 2,27 milhões de trabalhadores.
Os dados são da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada mensalmente pela Fundação João Pinheiro, Dieese, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese-MG) e Fundação Seade e divulgada nesta quarta-feira (28/07).
De acordo com o levantamento, foram criados 26 mil postos de trabalho, no setor de serviços, cinco mil, no comércio, e dois mil, na construção civil. De outro lado, a indústria registrou redução de oito mil ocupações e o agregado "outros setores" de sete mil vagas. Para o economista Mário Rodarte, coordenador da PED pelo Dieese, o resultado da pesquisa foi decorrente do crescimento da ocupação no setor de serviços, que representa mais da metade do mercado de trabalho. Esse comportamento refletiu positivamente, também nos setores público, de transporte, armazenagem, reparação e limpeza.
Quando se compara os meses de junho de 2010 e de 2009, verifica-se um aumento de 1,7%, no nível ocupacional na RMBH. Nesse período, foram gerados 21 mil postos de trabalho na indústria, 16 mil no setor de serviços, dez mil no comércio e cinco mil na construção civil. Já no agregado "outros serviços" foi registrada a redução de 15 mil empregos no mesmo período.
Ainda de acordo com a mesma base de comparação, a PED constatou o crescimento de 78 mil empregos com carteira assinada e de 30 mil no setor público. Por outro lado, foi constatada a redução de 32 mil ocupações entre os autônomos, de 15 mil entre os empregados domésticos e de seis mil entre aqueles sem registro na carteira de trabalho. Entre junho de 2009 e junho de 2010, o tempo médio de procura por trabalho aumentou de 43 para 44 semanas.
Rendimentos
O rendimento dos trabalhadores na RMBH também cresceu entre abril e maio últimos, em 1,4%. O salário real médio passou para R$ 1.364, com um aumento de 0,7%. Já o rendimento médio dos autônomos ficou em R$ 1.139, com variação de 0,6%. No setor privado houve redução de 1,5% no salário médio no comércio e nos serviços de 1,4%. Em menor proporção ficou a indústria com 0,5% de redução no salário médio.
Em relação a maio de 2009, o rendimento real médio dos ocupados aumentou 6,6%, passando para R$ 1.342. No setor privado o crescimento foi de 2,8%, enquanto que entre os autônomos o acréscimo foi de 14,7%. O salário médio dos trabalhadores com carteira assinada aumentou 1,8% e o dos trabalhadores sem registro em carteira teve acréscimo de 8,8%.
Agência Minas
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