quarta-feira, 29 de julho de 2009

Diagnóstico aponta ações na bacia do Ribeirão da Mata


Arquivo Copasa
Ronaldo Matias discute o diagnóstico da Bacia do Ribeirão da Mata
Ronaldo Matias discute o diagnóstico da Bacia do Ribeirão da Mata



BELO HORIZONTE (29/07/09) – Representantes de prefeituras, órgãos ambientais, governo estadual e sociedade civil reuniram-se, nesta quarta-feira (29), em Belo Horizonte, para conhecer o diagnóstico da Bacia do Ribeirão da Mata, conforme proposição do Programa de Saneamento Ambiental. Os trabalhos foram realizados entre abril de 2008 e julho de 2009, envolvendo profissionais da Copasa, Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana (Sedru), prefeituras e da empresa contratada pela Copasa para coordenação da pesquisa.

Foram analisados os aspectos hidrológicos, socioambiental, a expansão urbana, o uso e ocupação do solo urbano e rural e as projeções e impactos do cenário demográfico. Também foram realizados estudos técnicos sobre os sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário, a coleta e disposição de resíduos sólidos, avaliação sobre a recuperação de fundos de vale e sistema de drenagem, assim como levantamentos dos estudos de impactos na bacia advindos dos projetos em curso na região.

A sub-bacia do Ribeirão da Mata, junto com a do Arrudas e Onça, ocupa cerca de 10% da área total da Bacia do Rio das Velhas. Essa representatividade torna a sub-bacia um ponto-chave dentro da Meta 2010, que pretende proporcionar que as pessoas possam navegar, nadar e pescar no Velhas.

De acordo com a coordenadora executiva da Meta 2010, Myriam Mousinho, a partir desse estudo será possível planejar ações para cada uma das cidades por onde passa o Ribeirão da Mata. "Vamos fornecer informações importantes para que as prefeituras possam contribuir com a despoluição da bacia", diz Myriam.

A iniciativa beneficiará cerca de 1 milhão de moradores dos 10 municípios próximos do ribeirão. Um deles é Pedro Leopoldo, que esteve representado na reunião pelo chefe do Meio Ambiente do município, Mauro Lobato Martins. "Esse relatório é essencial, pois pela primeira vez as prefeituras poderão trabalhar de forma integrada para solucionar um problema que é de todos", afirma Mauro.

Estações de tratamento

Além de realizar o diagnóstico, a Copasa já vem atuando para dar a sua contribuição para a melhoria da qualidade da água do Ribeirão da Mata. De acordo com o superintendente de Serviços e Tratamento de Efluentes da companhia e gerente Adjunto do Projeto Estruturador do Governo – Meta 2010, Ronaldo Matias, nos municípios já existem 11 Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) em operação, que tratam 30,79% dos esgotos coletados. Outras duas entrarão em operação em 2009 - Nova Pampulha, em Vespasiano e São José da Lapa.

Segundo Matias, a Copasa está implantando os interceptores e elevatórias para levar os esgotos da cidade de Capim Branco para serem tratados na ETE de Matozinhos. "Em Pedro Leopoldo e no bairro Veneza, em Ribeirão das Neves, as obras já estão licitadas com previsão para início ainda em 2009. Além disto, estão sendo elaborados os projetos das ETEs Tenente, em Santa Luzia e de Ribeirão das Neves", afirmou.

"Este é um trabalho integrado de diversos órgãos do Estado e da sociedade civil organizada com o propósito de contribuir para o desafio para a revitalização do Rio das Velhas", ressaltou Matias. Para ele, o Programa de Saneamento Ambiental da Bacia do Ribeirão da Mata é mais uma ferramenta de planejamento do Governo de Minas e dos municípios para prevenir e aliviar impactos ambientais em função de diversos empreendimentos no Vetor Norte como, por exemplo, a Cidade Administrativa, a Linha Verde e o Rodoanel.

A Bacia do Ribeirão da Mata tem uma extensão de cerca de 800 quilômetros quadrados que abrange os municípios de Capim Branco, Confins, Esmeraldas, Lagoa Santa, Matozinhos, Pedro Leopoldo, Ribeirão das Neves, Santa Luzia, São José da Lapa e Vespasiano. Na região encontram-se riquezas naturais, além de um patrimônio espeleológico e paleontológico de relevância internacional.


Agência Minas

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