O presidente do BDMG, Paulo Paiva, o diretor financeiro e de desenvolvimento sustentável, Ronaldo Locatelli e a chefe de gabinete, Marcela Brant, foram recebidos nesta quarta-feira (27) pela diretoria da Fecomércio, liderada pelo presidente Renato Rossi. Paulo Paiva falou para os diretores, entre eles muitos do interior, sobre a importância do setor de serviços para o Estado e o desempenho do Banco nos últimos 6 anos no setor.
O presidente destacou a importância dos parceiros para o Banco e o potencial de crescimento que tem para o BDMG a parceria com a entidade. "Por força de lei, só temos um endereço e, por isso, precisamos de parceiros para oferecer nossos produtos nas diversas regiões de Minas. Tenho certeza de que a Fecomércio nos ajudará a cumprir nossos objetivos, um deles de estar presente com pelo menos um contrato ativo em cada município" disse Paiva.
Com mais de 70 anos de atuação e setecentos mil representados em todo o Estado, desde 15 de maio, por autorização do Ministério do Trabalho, a Fecomércio passou a representar também os segmentos de serviços e turismo. Esses setores são responsáveis por 72% dos empregos e 42% dos impostos gerados no Estado. "Mesmo onde não tem nada, nas cidades mais pobres e longínquas, temos um comerciante" lembrou Rossi. Estão abrigados na Fecomércio 29 sindicatos filiados e oito conveniados.
Pulverização do crédito
Paulo Paiva lembrou, em sua apresentação, que o setor de serviços é responsável por 60% do PIB mineiro, 13% deste total são provenientes do comércio. "O desenvolvimento hoje deve ser inclusivo.Temos que nos preocupar em melhorar a qualidade de vida de todos. Dinamizar a parceria com a Fecomércio é muito importante para nós. Além de representar estes grandes setores que são a porta de entrada de muitos empreendedores, principalmente os de micro, pequenas e médias empresas, aumentaremos a pulverização do crédito em nosso Estado, diminuindo as diferenças sociais" disse Paulo Paiva.
De janeiro de 2003 a abril deste ano, o BDMG cresceu 26%, com um desembolso de R$ 4,3 bilhões no período.Só para os setores de comércio e serviços foram liberados R$ 873 milhões que só ficou abaixo do setor de indústrias de transformação com 60% destes recursos. Dos 22.182 clientes ativos do setor privado do BDMG, 21.259 são de micro e pequenas empresas, ou seja, 96%, com um valor médio financiado por projeto de R$34,3 mil. Do restante, 2,5% são de médias empresas, ficando os outros 1,5% para as grandes empresas, demonstrou o presidente do BDMG.
Paulo Paiva mostrou também que foram os parceiros responsáveis por trazer para o banco 70% dos clientes de micro e pequenas empresas, o que representa 52% do desembolso para empresas deste porte de janeiro de 2003 a abril deste ano. O setor de comércio e serviços é responsável por 88% dos clientes e 86% do desembolso para MPEs trazidos por parceiros. A Fecomércio tem, ainda, uma pequena participação, com 3% dos clientes, mas os dirigentes das duas entidades acreditam que este número irá crescer com o incremento da parceria.
Agência Minas
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