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sexta-feira, 22 de julho de 2016

Emater-MG faz mapeamento inédito do parque cafeeiro

Imagens do Google Earth e de satélites garantem a precisão das informações e o mapeamento das áreas plantadas

Equipe da Emater-MG elabora os polígonos das áreas com cafezais | Divulgação/Emater

A Emater-MG iniciou um trabalho inédito no país para o mapeamento do parque cafeeiro do Estado. Até o final deste ano, será anunciada com mais precisão qual a área plantada nos 50 municípios com a maior produção de café em Minas e que respondem pela metade da safra estadual. Em 2017, será feito o mapeamento das outras regiões, totalizando 465 municípios.

Pela primeira vez, as áreas de café de Minas Gerais estão sendo mapeadas com a auxílio de imagens do Google Earth. Uma equipe da Emater-MG, em Belo Horizonte, elabora os polígonos das áreas com cafezais, que são as figuras com as demarcações das glebas plantadas com café desenhadas nas imagens dos municípios produtores.

Em seguida, os polígonos são comparados às imagens de satélites como o Landsat8, Rapid Eye e Cbrs. As imagens destes satélites, embora tenham uma definição inferior às do Google Earth, são atualizadas com mais frequência. A próxima etapa é identificar os chamados “pontos de dúvida” nos polígonos, onde não foi possível garantir, após a comparação, se as imagens são mesmo de cafezais.

Os polígonos serão então enviados para os técnicos no campo, que com um tablet em mãos, irão visitar os locais e validar as informações captadas do Google Earth. “Atualmente temos levantamentos feitos principalmente com entrevistas, mais subjetivos, sem o auxílio desses recursos tecnológicos”, explica o coordenador estadual de Planejamento e Gestão da Emater-MG, Edson Logato.

Para fazer o mapeamento, a Emater-MG assinou um convênio com a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), no valor de R$ 4 milhões, para compra de veículos, drones softwares, tablets, computadores, impressoras e notebooks.

Também assinaram o convênio a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, parceiras neste trabalho. O convênio conta com a contrapartida da Emater-MG e Epamig, no valor de aproximadamente R$ 2,4 milhões, representados por horas de trabalho dos técnicos. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a Embrapa também são parceiras do projeto.

“Todos estes equipamentos obtidos por meio do convênio irão aprimorar o mapeamento. A grande vantagem do trabalho que começamos a desenvolver é evitar a especulação de preços. O produtor, muitas vezes, fica a mercê de informações com pouca precisão e que podem prejudicar a comercialização”, explica Edson Logato.

Outras ações

Além do mapeamento da área de café no estado, também será feito um levantamento de onde estão os cafés de qualidade superior em Minas Gerais. “Geralmente eles são encontrados nas regiões com maior altitude. As amostras destes cafés deverão ser enviadas para análise pelas comissões dos concursos de qualidade dos cafés promovidos pela Emater-MG. Desta forma, teremos uma radiografia de onde se encontram os melhoras cafés produzidos aqui”, explica o coordenador da Emater-MG.

O mapeamento do parque cafeeiro também prevê o desenvolvimento de metologias para averiguar a produtividade e o custo de produção em cada região produtora. Neste caso, serão feitas parcerias com universidades e com a Conab.

“Outra ação do projeto é a caracterização das paisagens da região produtora de café em Minas Gerais. Ela vai identificar as áreas com maior aptidão para a atividade e aquelas onde o plantio deve ser evitado”, afirma Logato.

Agência Minas

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Emater-MG conscientiza moradores sobre a importância da coleta seletiva

Projeto em Glaucilândia incentiva população a separar materiais recicláveis em troca de sementes, mudas e pintinhos caipiras

Destaque ao reaproveitamento de materiais, protegendo a natureza local e promovendo novas oportunidades de negócios | Divulgação/Emater-MG

Com o objetivo de minimizar os impactos negativos da produção desordenada de lixo, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) está incentivando moradores da cidade de Glaucilândia, na região norte do Estado, a recolherem materiais recicláveis em troca de mudas de plantas frutíferas, sementes de hortaliças e pintinhos caipiras. O objetivo é dar destaque ao reaproveitamento dos materiais, protegendo assim a natureza local e promover novas oportunidades de negócios, já que os produtos adquiridos na troca podem gerar renda.

O idealizador do “Projeto Reciclar - Menos lixo, mais segurança alimentar” e extencionista da Emater de Glaucilândia, Antônio Dumont, explica que a ideia surgiu nas visitas de rotina feitas pela equipe nas propriedades. “Víamos muitos problemas relacionados ao lixo nos terrenos, como o descarte inadequado próximo às nascentes. Também eram comuns acidentes com crianças, que se cortavam com destroços de ferro velho, e a ingestão de lixo pelos animais”, conta.

Dumont explica também que este material mal descartado, além de causar acidentes, também pode ser propício para a proliferação de animais e insetos como o mosquito da dengue. Para resolver o problema, a Emater fez uma parceria com a prefeitura de Glaucilândia, que disponibilizou um galpão para a armazenagem de tudo o que é recolhido, além de ajudar no transporte dos materiais, que são posteriormente comercializados.

Desde a criação do projeto, a Emater já recolheu duas toneladas de alumínio, entre latinhas, panelas e outros itens, uma tonelada de plástico, cinco toneladas de ferro velho, como canos de descarga de carros e partes de geladeiras e fogões, além de meia tonelada de papelão. Em troca, os moradores da cidade já receberam 1.500 mudas de plantas frutíferas como manga, laranja, limão e mexerica, 1.200 pintinhos e 80 kits de hortaliças que contêm, cada um, oito tipos diferentes de leguminosas, como alface, tomate, couve, couve-flor dentre outros.

Para a produtora Lindalva Dias, de 48 anos, o projeto mudou sua visão em relação ao meio ambiente e voltou seu olhar para os negócios. Ela possui em seu terreno pés de laranja limão e mexerica poncã. “Agora eu mantenho minha roça limpa e ainda estou lucrando, porque essas mudas que ganhamos em troca do material que juntamos têm alto valor. Espero colher os frutos futuramente e até comercializá-los”, comemora.

Dumont ressalta, ainda, que as mudas de plantas frutíferas são fornecidas por meio de uma parceria entre a Emater-MG, o Instituto Estadual de Florestas (IEF), faculdades e fábricas da região. “Nosso trabalho foi ficando tão sério que agora os produtores, além de trazerem o material reciclável, nos fornecem também sementes, como de pequi, jatobá e cajá-manga, para trocar por mudas de outras plantas frutíferas. As sementes são entregues a nossos parceiros com a finalidade de produzirem mais mudas e assim tornamos esta troca um ciclo contínuo”, ressalta.

Os interessados devem procurar o escritório da Emater de Glaucilândia para fazer o cadastro. Mais informações pelo telefone (38) 3236 – 8120.

Agência Minas

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Proteção de nascentes melhora qualidade da água em município da região Central

Até agora foram protegidas 103 nascentes, com o plantio de 760 mudas

Ação alcançou mais de 100 nascentes que fazem parte da microbacia do Ribeirão Mumbaça, afluente do Rio Doce | Divulgação/Emater

Um trabalho de preservação ambiental desenvolvido há três anos tem ajudado a melhorar a qualidade da água no município de Dionísio, região Central de Minas Gerais. Mais de 100 nascentes foram protegidas e a proposta é dobrar este número ainda neste ano. A ação envolve a Emater-MG, Instituto Estadual de Florestas (IEF), Prefeitura de Dionísio, Rotary Club e produtores rurais.

A proteção das nascentes é feita com o cercamento da área e o plantio de árvores. Até agora foram protegidas 103 nascentes, com o plantio de 760 mudas. Segundo o extensionista da Emater-MG, Nilton Martins, a ideia é evitar o pisoteamento das nascentes por animais. Este pisoteio pode secar as nascentes e contaminar a água. Martins também explica que a região tem sofrido com a falta de chuvas, fazendo com várias nascentes secassem ou diminuíssem sua vazão.

As nascentes fazem parte da microbacia do Ribeirão Mumbaça, que é afluente do Rio Doce. Uma das nascentes protegidas tem a água coletada pela Copasa e ajuda diretamente no abastecimento do município. O trabalho de proteção das nascentes já começa a apresentar resultados positivos. “É possível notar a diferença na qualidade da água, já que os animais não têm mais contato direto com as nascentes”, afirma Martins.

A proteção das nascentes ocorreu em cerca de 70 propriedades rurais. As mudas foram doadas pelo Parque Estadual do Rio Doce. A prefeitura ficou responsável pelo transporte das árvores. A Emater-MG e o Rotary Club de Dionísio trabalharam na mobilização dos produtores. Os extensionistas da empresa também realizaram palestras, dias de campo e visitas às propriedades. 

“Nós mostramos para os produtores a relevância do projeto e como eles podem multiplicar essa prática com outros produtores”, diz o Nilton Martins. O técnico ressalta que na próxima etapa do trabalho de educação ambiental terá a inclusão dos estudantes. A ideia é conscientizá-los sobre a necessidade de preservação do meio ambiente.

De acordo com Martins, o trabalho de proteção de nascentes deve continuar em 2016. A expectativa é que sejam plantadas mais mil mudas.

Agência Minas

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