terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Quedas durante brincadeiras representam a terceira maior causa de morte infantil

Nas férias escolares cuidado tem que ser redobrado

De acordo com o Ministério da Saúde, quedas de crianças com idades entre zero e nove anos, representam a principal causa de atendimento nas unidades de urgência do Sistema Único de Saúde – SUS. As quedas são responsáveis por cerca de 50% dos acidentes que envolvem crianças. Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, nove em cada dez acidentes envolvendo crianças acontecem em casa. Com números tão elevados, a queda é considerada a terceira maior causa de morte infantil no país. E em janeiro, mês das férias escolares, o cuidado deve ser redobrado. Tanto em casa, quanto em espaços abertos como playgrounds e parquinhos.

De acordo com Celso Santos, ortopedista pediátrico do Hospital Orthomed Center, as quedas podem determinar inúmeras consequências diretas e indiretas para uma criança – de pequenos ferimentos à morte. "Uma gaveta aberta que se transforma em escada, cadeiras que são usadas como trampolim para alcançar alguma coisa ou até mesmo um espelho que se torna objeto de fantasia na imaginação das crianças podem ser o grande vilão das férias escolares. Um simples tombo pode trazer graves sequelas", diz o médico.

Os acidentes ou lesões não-intencionais também no período das férias, representam a principal causa de morte de crianças de um a 14 anos. No total, mais de cinco mil crianças morrem e cerca de 110 mil são hospitalizadas anualmente de acordo com dados do Ministério da Saúde.

Prevenção e cuidado redobrado
O ortopedista pediátrico explica que em meio a todos os números negativos, a boa notícia é que estudos mostram que pelo menos 90% das lesões ocorridas por quedas podem ser evitadas com atitudes de prevenção e cuidado redobrado. "Todos os pais sabem que não se deve deixar nenhuma criança sozinha e quando o assunto é férias, aí que não devem desviar a atenção. Mais da metade dos atendimentos são feitos a crianças que sofreram quedas. Números mostram que cerca de 50% dos casos observados são relacionados a acidentes que poderiam ter sido evitados", argumenta o ortopedista pediátrico.

O médico explica que cair faz parte do desenvolvimento da criança, dos primeiros passos às corridas de bicicleta. Mesmo assim, algumas medidas de prevenção são importantes para evitar acidentes mais graves, como por exemplo:

Brincadeiras apenas em lugares seguros. Escadas, sacadas e lajes não são lugares para brincar;

Use portões de segurança no topo e na base das escadas. Caso a escada seja aberta, instale redes ao longo dela;

Instale grades ou redes de proteção nas janelas, sacadas e mezaninos. As redes devem ter espaços de no máximo 6 cm;

Crianças com menos de seis anos não devem dormir em beliches. Se não tiver escolha, coloque grades de proteção nas laterais;

Mantenha camas, armários e outros móveis longe das janelas, pois podem facilitar que crianças os escalem e se debrucem para fora do prédio ou casa. Além disso, verifique se os móveis e o tanque da lavanderia estão estáveis e fixos;

Ao andar de bicicleta, skate ou patins, o capacete é o equipamento fundamental. Ele pode reduzir o risco de lesões na cabeça em até 85%;

Cuidado com pisos escorregadios. Coloque antiderrapante nos tapetes;

Crianças devem ser sempre observadas quando estiverem brincando nos parquinhos. O risco de lesão é quatro vezes maior se a criança cair de um brinquedo com altura superior a 1,5 m. Verifique se os brinquedos estão em boas condições e se são adequados à idade da criança. O piso deve ser de absorção para a queda, como gramas, areia e borrachões com espessura acima de 3 cm;

Crianças não devem brincar perto de barreiras e barrancos.


via Sheila Nogueira | Serifa
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