terça-feira, 9 de agosto de 2011

Epamig pesquisa alternativa para a agricultura familiar no semiárido mineiro

Palma forrageira Gigante na Fazenda Experimental do Gorutuba /Adriano Guimarães/Epamig

A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) realiza, nesta quarta-feira (10), dia de campo da Palma Forrageira, na Fazenda Experimental do Gorutuba, em Nova Porteirinha, no Norte de Minas. Durante o evento serão apresentados resultados de pesquisas sobre produção de palma forrageira para a agricultura familiar no semiárido mineiro.

De acordo com o pesquisador da Epamig, Adriano Guimarães, os participantes obterão informações sobre o cultivo da palma para alimentação animal, além de seus diversos usos, inclusive na alimentação humana. "Algumas plantas são mais apropriadas às zonas áridas e semiáridas, por suportarem condições de falta de água, temperaturas elevadas, solos pobres que exijam poucos insumos", informa. Durante o evento agricultores da região aprenderão sobre o correto preparo de mudas, preparo de solo e plantio de palma forrageira. Esses agricultores serão responsáveis pela instalação de 10 Unidades Demonstrativas de palma forrageira em municípios pertencentes ao Território de Cidadania da Serra Geral. A previsão de instalação é no início de setembro.

Adriano explica que através do projeto de pesquisa "Avaliação da Palma Forrageira sob diferentes espaçamentos e adubação orgânica no semiárido norte mineiro", está sendo pesquisado essa cultura, na Fazenda Experimental de Gorutuba. Serão avaliadas duas espécies de palma forrageira: Doce ou Miúda (Nopalea cochenillifera Salm Dyck) e Gigante ou Graúda (Opuntia fícus-indica (L.) Mill), sob três espaçamentos, com e sem adubação orgânica (esterco bovino). Segundo o pesquisador esse projeto, desenvolvido em parceria entre Epamig e Emater-MG, pretende promover o aumento da oferta de alimentos para animais ruminantes durante o período de seca, nas regiões estudadas, além de capacitar agricultores familiares com técnicas de cultivo e uso da palma forrageira. "Espera-se quebrar o paradigma sobre a prerrogativa de que "a palma forrageira é de uso exclusivo de agricultores de terras inférteis e apresenta baixo potencial produtivo e de uso", conclui. 

O projeto "Avaliação da Palma Forrageira sob diferentes espaçamentos e adubação orgânica no semiárido norte mineiro" é financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) com o apoio Ministério do Desenvolvimento Agrário e Ministério da Ciência e Tecnologia.
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