segunda-feira, 17 de maio de 2010

Hospital Alberto Cavalcanti se consolida na assistência ao câncer de mama

BELO HORIZONTE (17/05/10) - Com aproximadamente sete mil atendimentos em 2009 na área de mastologia, o Hospital Alberto Cavalcanti vem se consolidando na assistência integral e multidisciplinar às pacientes de câncer de mama. Na unidade, os atendimentos, por meio do Serviço de Atenção à Saúde da Mulher, vão desde o diagnóstico até o tratamento e a reabilitação.

Apesar do hospital ser credenciado há apenas dois anos pelo Ministério da Saúde como Unidade de Assistência em Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), os números do Serviço de Mastologia são significativos. Do total de 7.151 atendimentos no ano passado, destacam-se 2.934 consultas, 3.373 mamografias, 207 cirurgias, 409 ultrassons e 119 biopsias de mama.

O hospital, referência no tratamento de câncer da Rede Fhemig, conta, entre outras unidades, com a de diagnóstico por imagem, que inclui os serviços de mamografia, radiologia geral, além de ultrassonografia ginecológica e mamária. O hospital dispõe também dos serviços de radioterapia, quimioterapia e medicina nuclear.

O serviço de mastologia do Alberto Cavalcanti conta com uma equipe de médicos de várias especialidades como oncologia, cirurgia plástica, proctologia e urologia. Durante o tratamento, a paciente é assistida ainda por uma equipe de apoio integrada por psicólogo, assistente social, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, enfermeira e fonoaudiólogo.

Diagnóstico precoce

O coordenador do Serviço de Atenção à Saúde da Mulher, o médico Wagner Antonio Paz, assinala que o diagnóstico precoce do câncer de mama é o caminho mais eficaz para redução da mortalidade. Assim, a mulher deve sempre estar atenta ao autoexame da mama e ao exame anual de mamografia, a partir dos 35 anos, ou antes, em caso de indicação médica. Dr. Paz explica que o câncer de mama, raro antes dos 30 anos, tem a incidência aumentada a partir dos 35 e atinge o máximo risco entre 50 e 60 anos.

O Dr.Wagner Antonio Paz chama atenção para dado do Instituto Nacional do Câncer indicando que uma em cada onze mulheres brasileiras terá câncer de mama ao longo da vida.  Ele explica que, no estágio inicial, o tratamento é menos agressivo e mutilante, com índices de cura entre 80% e 100%.

Já nos estágios avançados o tratamento torna-se bem mais agressivo, com mutilações maiores e índice de cura máximo de 40%. Infelizmente, conforme ressalta o médico, apesar das constantes campanhas, o Brasil se encontra em uma das posições mais baixas quanto ao grau de conscientização sobre o câncer de mama. Por isso, mostra um baixo índice de cura e um alto percentual de tumores avançados.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, no decorrer de 2010 a previsão é a de que ocorram 4.250 novos casos de câncer de mama e 1.330 de câncer de útero em Minas. No mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde, a previsão é de 1,290 milhão  de novos casos a cada ano. A OMS estima ainda em 502 mil o número de mortes pela doença.

Histórico familiar

O coordenador do Serviço de Atenção à Saúde da Mulher do Hospital Alberto Cavalcanti chama a atenção para o fato de que, em mulheres com histórico familiar de câncer de mama, o risco da doença é de duas a quatro vezes  maior em relação às outras mulheres. O risco hereditário aumenta quanto mais próximo for o parentesco (irmã, mãe, filha) e o número de casos na família, principalmente se estes forem em mulheres na fase jovem.

Ao reafirmar a importância do autoexame, o médico Wagner Antonio Paz assinala que 90% dos casos de câncer de mama são descobertos pelas próprias mulheres, que os detectam ainda nas fases iniciais, quando a doença pode ser curável e a mama conservada.

O especialista explica também que a mamografia pode detectar tumores em torno de 0,5 cm, dependendo do tipo da mama, e que, geralmente, não são percebidos pela mulher no autoexame ou no exame clínico.

A mulher pode fazer o autoexame das mamas no banho, procurando nódulos ou em frente ao espelho, para verificar se há modificações no formato dos seios, além de ficar atenta à possível secreção do mamilo.

Agência Minas
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