sexta-feira, 9 de abril de 2010

BH terá palestras para lembrar o Dia Mundial da doença de Parkinson

Evento comemorativo do Dia Mundial da doença de Parkinson terá palestras para diversos públicos em Belo Horizonte
 
Ao todo serão quatro palestras para médicos e outros profissionais de saúde e uma especialmente direcionada a pacientes, familiares e cuidadores
  
No próximo domingo, 11 de abril, é comemorado em todo mundo o Dia Mundial do Parkinsoniano. Para lembrar desta doença, que no Brasil tem cerca de 200 mil portadores, a Faculdade de Medicina da UFMG promove no próprio sábado (10/04), entre 8h30 e 12horas, uma série de palestras sobre a doença de Parkinson como parte das atividades do Dia Mundial do Parkinsoniano.
 
Serão quatro palestras voltadas para médicos e outros profissionais de saúde e uma somente para pacientes, familiares e cuidadores. O objetivo é conscientizar os diversos públicos quanto à prevenção, diagnóstico precoce, tratamento, entre outros assuntos pertinentes à doença de Parkinson (DP) e suas consequências.
"É preciso conhecer e principalmente reconhecer a Doença de Parkinson, pois só dessa maneira é possível a realização de um tratamento precoce e eficaz", explica a Dra. Débora Maia, neurologista especializada na área de distúrbios do movimento e uma das palestrantes do evento.

Parkinson
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1% da população com mais de 65 anos tem a doença. São pelo menos quatro milhões de portadores no mundo e a estimativa é que esse número dobre até 2040, em decorrência do aumento da expectativa de vida da população. A estimativa do Ministério da Saúde é que, no Brasil, pelo menos 200 mil pessoas são portadoras de Parkinson, doença degenerativa do sistema nervoso central com caráter crônico e progressivo. A causa central é uma diminuição na produção de um neurotransmissor chamado de dopamina (substância química que ajuda na transmissão de mensagens entre as células nervosas). A dopamina está presente em vias nervosas que estão relacionadas aos movimentos, postura e ao tônus muscular. O motivo exato pelo qual essa diminuição ocorre ainda é estudado pela comunidade científica.
 
O tratamento mais comum para a doença de Parkinson é o farmacológico, que alivia os sintomas por meios de substâncias que se assemelham à dopamina. Uma das substâncias mais antigas usadas no tratamento é a levodopa, que, apesar de sua inquestionável eficácia no tratamento sintomático da doença, pode desencadear reações bastante limitantes, como alguns movimentos involuntários anormais (discinesias), se for usada por um longo período.
 
Outro grupo de medicamentos mais modernos é o dos agonistas dopaminérgicos, como por exemplo, o pramipexol, que tem demonstrado menor incidência de flutuações motoras, oscilações do desempenho motor associadas ao tratamento, em relação ao uso da levodopa isoladamente em longo prazo, assim como da ocorrência de discinesias, movimentos involuntários anormais que afetam principalmente as extremidades, tronco ou mandíbula, e ocorrem como manifestação de um processo de doença subjacente. Os dois medicamentos são fornecidos gratuitamente pela rede pública de saúde.
 
A doença de Parkinson é uma doença neurológica comumente diagnosticada nos dias atuais. Foi originalmente descrita pelo médico inglês James Parkinson em 1817, no entanto, foi somente no início da década de 60 que pesquisadores conseguiram identificar as alterações patológicas e bioquímicas no cérebro de pacientes, que eram a marca da doença. 
 
Serviço
Local: Faculdade de Medicina da UFMG – Sala Amilcar Viana
Data: 10 de abril
Horário: das 8h30 às 12 horas
 
Ketchum Estratégia /
Italo Genovesi
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