terça-feira, 2 de março de 2010

MG nao tem aparelho de identificação digital para elucidar crimes

O vice-presidente da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, Deputado Weliton Prado (PT) protocolou hoje requerimento em Uberlândia solicitando informações que motivaram o governador Aécio Neves a não assinar convênio para implantação do novo sistema de identificação digital – Sistema Automatizado de Identificação de Impressões Digitais (Afis).
 
O ato aconteceu durante audiência pública da Comissão de Segurança Pública, presidida pelo deputado João Leite (PSDB) que discutiu com o comando regional das Polícias Civil, Militar, Rodoviária Federal e Corpo de Bombeiros e Poder Judiciário os índices de crimininalidade ocorridos em Uberlândia nos últimos 12 meses.
 
O sistema já é utilizado pela Polícia Civil de todos os estados brasileiros, com exceção apenas de São Paulo e de Minas Gerais, e poderia ajudar a solucionar com mais agilidade os cinco assassinatos de mulheres da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Os crimes chocaram e causaram pânico à população e aconteceram pela ação de um possível "serial killer" maníaco. 
 
Na justificativa do líder petista, o sistema automatizado de identificação de impressões digitais criminal é um recurso tecnológico, montado em convênio com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio do Instituto de Criminalística da Polícia Federal, desde 2004. 

 Implantado em diversos estados, com exceção apenas de Minas Gerais e São Paulo, visto que Paraná também já está assinando, ele aumenta o banco de dados de suspeitos em cerca de dois milhões de registros e agiliza o resultado das perícias. A identificação das impressões digitais dos possíveis suspeitos deixadas em objetos ou nas cenas dos crimes é instantânea. O programa realiza automaticamente a leitura e a comparação dos fragmentos de impressões digitais. 

 "Ocorre que, em Minas Gerais todo este trabalho, é feito ainda manualmente, que além de facilitar a ação da polícia, tranqüilizaria a população. Uma atividade que, muitas vezes, leva semanas para ser concluída e que poderia ser realizada em questões de minutos", analisou o vice-presidente da Alemg. 

 Na opinião de Prado, não há razões que expliquem os motivos de Minas Gerais ainda não contar com o sistema. A única contrapartida do Estado seria a disponibilização de um local adequado para a acomodação dos equipamentos, de um link com a estação da Polícia Federal e de servidores para treinamento. "Inclusive, o Ministério da Justiça já disponibilizou a estação e todos os equipamentos para Minas Gerais. Sem o convênio, não há como a corporação mineira acessar a base criminal nacional e ter o equipamento", finalizou o deputado Weliton Prado.

Assessoria de Comunicação
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