quarta-feira, 1 de julho de 2009

Cemig alerta para riscos de pipas perto da rede elétrica

BELO HORIZONTE (01/07/09) - Dados da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) mostram que, de janeiro a junho de 2009, foram contabilizadas mais de 1.600 ocorrências como desligamento e interrupção de energia por papagaios (pipas) presos nas linhas de distribuição. Como consequência, cerca de 400 mil consumidores ficaram sem energia.

Em 2008, mais de um milhão de consumidores em todo o Estado foram prejudicados, quando ocorreram 4.185 interrupções no fornecimento de energia provocadas por papagaios, representando 1,4% do total de atendimentos. Mais da metade dos desligamentos (2.624) ocorreram exatamente durante o inverno, entre os meses de junho e setembro, atingindo mais de 700 mil consumidores.

As principais causas dos desligamentos são o rompimento de cabos devido ao uso do cerol - mistura cortante feita com cola, vidro e restos de materiais condutores de eletricidade - e curtos-circuitos provocados pela tentativa de retirar o papagaio da rede. 

Acidentes 

De acordo com o engenheiro de segurança do trabalho Demétrio Venício Aguiar, da Cemig, os acidentes acontecem quando o papagaio fica preso na rede elétrica e as crianças tentam retirá-lo utilizando materiais condutores, como pedaços de madeira e barras metálicas. Ele ressalta que o contato com a rede pode ser fatal, além do perigo de queda devido ao impacto causado pelo choque elétrico. "As crianças também se arriscam subindo em muros, postes, linhas de transmissão e construções, e muitas soltam pipas com arames e fios, o que é muito perigoso", afirma o engenheiro. Os acidentes mais comuns são queda de altura e choque elétrico com queimaduras graves. 

Este ano, a Cemig registrou dois acidentes, envolvendo crianças com idades de 6 e 8 anos que, ao tentar retirar um papagaio da rede, sofreram queimaduras graves em consequência de choque elétrico. O fato aconteceu no bairro Palmares, em Ibirité, no mês de janeiro. Nos últimos anos, a Cemig registrou dois acidentes dessa natureza com vítima fatal. O primeiro ocorreu em julho de 2007, com uma criança de 9 anos, em Machado, no Sul de Minas. O outro foi em julho de 2008, em Belo Horizonte, com uma criança de 12 anos, que sofreu choque elétrico e queda. 

Ainda segundo Aguiar, outro hábito que deve ser evitado é o uso do cerol. A mistura pode transformar uma simples linha de papagaio em um material condutor e provocar choque elétrico ao entrar em contato com a rede. Há também o risco de acidentes com motociclistas e transeuntes, provocados pela mistura cortante.


Agência Minas


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