terça-feira, 5 de julho de 2011

IMA alerta produtores de citros para entrega de relatório semestral até 15 de julho

BELO HORIZONTE (04/07/11) - O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) faz um alerta aos citricultores das regiões do Sul de Minas e Triângulo Mineiro. O prazo para a entrega do relatório semestral de vistoria do Huanglongbing (HLB), popularmente conhecida como Greening, termina no dia 15 de julho.

Este relatório avaliza a inspeção de plantas cítricas e de murta nos pomares comerciais. O documento pode ser obtido no site do IMA (www.ima.mg.gov.br). Deve ser impresso, preenchido e entregue no escritório do Instituto, no qual a propriedade está cadastrada.

Os citricultores devem assinalar a área, o número de plantas inspecionadas e erradicadas. O produtor que não estiver em dia com os relatórios está sujeito à multa, mesmo que não sejam localizadas plantas com sintomas de Greening.

Os proprietários ou arrendatários que produzem citros têm de realizar no mínimo uma inspeção trimestral e relatá-la semestralmente ao IMA, órgão ligado à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), conforme prevê a Instrução Normativa  nº 53 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Greening

Considerado o pior problema que ataca os citros, o Greening chega aos pomares por meio de um inseto, o psilídeo, presente em todas as regiões do Brasil e através de mudas de citros contaminadas. As árvores afetadas têm como sintoma inicial o surgimento de um ramo ou galho, que se destaca pela cor amarela em contraste com a coloração verde das folhas dos ramos não afetados. As folhas amareladas apresentam coloração pálida, formando manchas assimétricas (folhas mosqueadas).

As plantas doentes tendem a derrubar folhas e frutos precocemente, produzem frutos deformados que, apesar de poderem ser consumidos, são negociados a preços abaixo do valor de mercado. Quando afeta plantas novas elas não chegam a produzir frutos. O principal prejuízo que o Greening causa é para o bolso do produtor que tem que eliminar as plantas com sintomas, muitas vezes perdendo os frutos que ainda serão colhidos.

Para essa praga não há tratamento. A planta afetada deve ser erradicada e não podada, pois a bactéria que ataca o sistema vascular, já se encontra no interior da planta. Uma nova muda pode ser plantada no mesmo local, não havendo perigo de contaminação pelo solo.

Agência Minas

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