sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Pesquisa sobre Hepatites Virais está sendo realizada em Santa Vitória

Uma pesquisa sobre Soroprevâlencia hepatites B e C está sendo realizada em Santa Vitória, a qual foi uma das cidades contempladas com este inquérito dentre as pertencentes à GRS de Ituiutaba. O objetivo do estudo é elaborar políticas públicas de prevenção e assistência aos portadores de hepatites virais.
Um simples exame de sangue pode tirar qualquer um de uma arriscada estatística, relacionada a um mal silencioso e que responde pela principal causa de transplantes de fígado no país: 90% dos infectados pelas hepatites B e C no Brasil não sabem que são portadores dos vírus.
 
O alerta da Organização Mundial de Saúde em relação ao desconhecimento é tão assustador quanto o número de doentes. Estima-se que um em cada 30 brasileiros tem um dos dois tipos da doença. Preocupados com o quadro, especialistas da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais e da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais estão percorrendo 78 cidades mineiras para mapear a doença no Estado.
 
Em Santa Vitória, o Inquérito Estadual de Base Populacional de Hepatites Virais entrevistará adolescentes de 10 a 19 anos, e adultos de 20 a 69 anos, que são sorteados de forma aleatória, colhendo um total de 125 amostras, que serão assim distribuídas: 93 amostras de pessoas de 10 a 19 anos e 32 amostras de 20 a 69 anos.
 
Como a doença é silenciosa, até que apareçam suas principais consequências, as pessoas que aceitarem participar do estudo também deverão permitir a coleta de uma amostra de sangue para testes de triagem de hepatite. A partir dos exames, será mapeada a frequência da doença nas diversas regiões, permitindo identificar também os principais fatores de risco das formas virais, especialmente as do tipo B e C.
 

Para o êxito do projeto, é muito importante que as pessoas recebam os profissionais da UFMG em suas casas, para que possam coletar os dados. A equipe que visitará as moradias é formada por um entrevistador e um auxiliar de enfermagem. Vale lembrar que este trabalho é um estudo realizado pela UFMG e conta com o acompanhamento de profissionais da Secretaria de Saúde de Santa Vitória.

 

Márcio José Silva Freitas
Santa Vitória

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