quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Pedala BH amplia ciclovias e incentiva o uso de bicicletas na cidade

A rede cicloviária planejada de Belo Horizonte, com cerca de 345 km de ciclovias, será totalmente interligada. A iniciativa faz parte do programa Pedala BH que tem como objetivo incentivar o cidadão a usar a bicicleta como meio de transporte alternativo. O planejamento prevê a implantação de cerca de 20 km por ano de rotas cicloviárias, para que, na Copa de 2014, Belo Horizonte tenha, no mínimo, 100 km de ciclovias para interligar os principais pontos da cidade ao Mineirão. A ideia é fazer da bicicleta uma opção real de locomoção.

Como veículo de transporte, os usuários poderão, por exemplo, utilizar a bicicleta em seu primeiro deslocamento até uma estação de integração, onde poderão deixá-la em segurança em um bicicletário, utilizando, em seguida, o ônibus ou o metrô para completar a sua viagem. Para maior comodidade dos ciclistas, serão instalados paraciclos para o estacionamento de bicicletas em vários locais da cidade.

Além de desafogar o trânsito, a bicicleta não polui, é um veículo barato e acessível, muito utilizada para percorrer distâncias médias em torno de 5 km. Pesquisas realizadas pela Fundação João Pinheiro mostram que o uso da bicicleta existe em toda cidade. Cerca de 0,6% de pessoas fazem uso dela, ou seja, 25 mil viagens por dia são feitas diariamente através desse veículo. Atualmente, Belo Horizonte possui três paraciclos, com um total de 17 vagas, sendo seis vagas em frente ao parque Guanabara (Pampulha), seis vagas na rua Pernambuco com avenida Getúlio Vargas (Savassi) e cinco vagas junto ao Restaurante Popular, próximo à Santa Casa. Lembrando que as vagas são oferecidas gratuitamente à população.

O Pedala BH tem três subprogramas, envolvendo campanhas educativas, monitoramento e infraestrutura, o que abrange a implantação da rede cicloviária planejada, de bicicletários em áreas e prédios públicos e em estações de integração, como também em pontos estratégicos espalhados pela cidade, por meio de parcerias públicas e privadas, criando facilidades ao usuário da bicicleta.

Karina Motta / FSB
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